24 horas interessado em repetir fórmula dos EUA
O Director do jornal 24 Horas, Pedro Tadeu, trouxe a experiência da expansão aos EUA, no Congresso Comunicação Social e os Portugueses no Mundo, em Braga
Por Alexandre Carvalho
P. O jornal 24 Horas tem uma edição diferenciada nos EUA. Qual é o volume de vendas?
R. São 5000 exemplares diários. Temos que ter em atenção que a comunidade emigrante portuguesa é composta por 4 milhões de pessoas, mas está muito estratificada e separada por distâncias enormes. O jornal é distribuído por toda a América e uma parte do Canadá. Chegar a 5000 pessoas é um resultado fantástico. Isto significa chegar à casa de 5000 família compostas em média por quatro elementos, o que no final de contas é uma grande divulgação do jornal no estrangeiro.
P. Se a zona de abrangência é assim tão grande, e se a adesão é positiva, porque não apostar em iniciativas do género noutros países?
R – Será sempre necessário existir alguém no local a introduzir e a implementar o jornal na zona para ser viável. Nós já fizemos a experiência na Europa, e exportar o jornal, tal como ele é feito para outros países sem qualquer bonificação é impossível, pois as pessoas não se interessam por ele.
Elaborar um jornal no qual uma parte de noticiário é feita em Portugal e outra é feita localmente poderá ser uma ideia interessante, mas isso implica um investimento que as empresas têm medo de fazer por temerem que as coisas corram mal. Se esta fórmula do modelo do jornal 24 horas nos EUA for repetida, nós estamos muito interessados nela.
A iniciativa local é então um dos grandes motores para a expansão dos jornais portugueses no estrangeiro?
PT – Na minha opinião é essencial. Essa iniciativa denota que as pessoas no local de emigração têm noção que existem leitores suficientes para tornar o projecto viável. Este método também permite que se construa o jornal a pensar nos seus leitores, não é limitar-se a importar um jornal que é pensado em Lisboa e que em nada tem a ver com o que as pessoas lá sentem.

