Edição do DN Madeira na Venezuela nasce no primeiro trimestre de 2007
Délia Meneses, chefe de redacção do Correio de Venezuela, desvenda os contornos da nova parceria entre o semanário que representa e o Diário de Noticias da Madeira.
Por Mariana Pinheiro
P. Como surgiu e como funciona a parceria entre o Correio da Venezuela e o Diário de NotÃcias da Madeira?
R. O jornal “Correio de Venezuelaâ€? surgiu em 1999, mas só em 2001 é que começou a trabalhar em parceria com o Diário de NotÃcias (DN). Nasceu por causa da grande expressão da comunidade portuguesa na Venezuela. Esta cooperação está baseada num apoio logÃstico e editorial.
Para nós é difÃcil conseguir jornalistas que escrevam e falem em português correcto. Há uma grande falta de professores para ensinar a lÃngua portuguesa. A solução encontrada foi estabelecer uma ligação com o DN da Madeira. Os nossos jornalistas venezuelanos escrevem as peças em espanhol, os textos são enviados via e-mail e, posteriormente, corrigidos e traduzidos pelos profissionais portugueses que nos reenviam as peças novamente. O jornal é paginado na Venezuela.
P. O público-alvo do jornal é apenas a comunidade portuguesa residente na Venezuela? Qual é a receptividade do jornal?
R. O nosso interesse é que nos leiam os portugueses e os filhos dos portugueses que vivem na Venezuela. No entanto, assistimos a um crescente interesse por parte de um público que tem como objectivo ir trabalhar para o Brasil. Este público utiliza o Correio da Venezuela para aprender a lÃngua portuguesa.
O jornal tem tido uma receptividade muito boa junto da comunidade lusa e, sinal disso, é o crescente interesse das pessoas por este meio de comunicação. O jornal não tem concorrência. E tem, neste momento, uma tiragem de 15 mil exemplares. Está em expansão e há um mês adquirimos novas instalações.
O Correio da Venezuela dividiu-se em departamentos, criou um departamento publicitário e contratou um director executivo da Madeira para ajudar na gestão, com o intuito de melhorar a organização do jornal. Estamos a contratar mais gente. Este é um processo de profissionalização do jornal.
P: Que assuntos fazem parte da agenda? Os temas abordados são apenas relativos às comunidades portuguesas?
R: Abordamos tudo o que está relacionado com os portugueses. Actividades desenvolvidas pelos grupos sociais e culturais, exposições e espectáculos, por exemplo, constam da agenda. Não abordamos polÃtica no jornal; este é um dos critérios editoriais. Damos privilégio ao desporto e à cultura.
P: A parceria entre o Correio da Venezuela e o DN da Madeira tem vindo a dar frutos, um deles é o surgimento de uma publicação diária. Que projecto é esse?
R: É o lançamento local do DN da Madeira, uma edição bilÃngue, em português e espanhol, que chegará à s bancas, provavelmente, no primeiro trimestre de 2007. O [novo] diário abordará apenas notÃcias importantes e será centralizado no Correio da Venezuela. Vamos aproveitar a necessidade de informação que as comunidades de luso-descendentes têm e satisfazê-la.
A comunidade portuguesa mostrou-se bastante interessada em ter uma publicação diária com informação que lhes interessa. Fizemos inquéritos a sondar qual seria o nÃvel de aceitação da publicação. A empresa quer apostar numa comunidade que está inserida num paÃs marcado por uma instabilidade polÃtica e económica muito grande.


