Governo deve fazer com que emigrantes “tenham completas condições de cidadania�
Hélder Beja
O Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, Jorge Lacão, sublinhou esta manhã, 18 de Novembro, em Baião, as responsabilidades do Governo em «fazer com que os portugueses residentes nos estrangeiros tenham completas condições de cidadania» nos paÃses de acolhimento.
Não são só os emigrantes. «Os descendentes de portugueses têm também que ser tidos em consideração», afirma Jorge Lacão, acrescentando que «a ideia de uma igualdade de cidadania europeia é algo em que Portugal deve apostar para valorizar as comunidades emigrantes».
O secretário de Estado fez aquilo a que chamou “uma reflexão em voz alta”. Disse que “a nossa condição de paÃs de diásporas” marca a identidade nacional. E que este deve ser ”um elemento de maior importância nas relações internacionais portuguesas”. E classificou a promoção da lÃngua portuguesa como “desÃgnio nacional estratégico”.
Na sua opinião, importa reflectir sobre a ligação entre os portugueses residentes em Portugal e os portugueses residentes no estrangeiro. “Não devemos cair na tentação de olhar para esta ligação de forma saudosista, devemos ter uma perspectiva actual e com exigência de futuro”, declarou.
Na reabertura do congresso “Comunicação Social e os Portugueses no Mundoâ€?, o representante do Governo realçou a «importância da comunicação social como elemento fundamental na percepção recÃproca das diferentes culturas». O congresso organizado pela Rosa Azul tem, para Lacão, «uma enorme importância», na medida em que possibilita que portugueses de várias partes do mundo «possam estabelecer comunicação, trocar experiências e, quem sabe, fomentar iniciativas sociais e até económicas».
O Secretário de Estado reiterou também um reforço do combate ao tráfico de seres humanos. Jorge Lacão destacou o problema da prostituição e referiu que o Executivo deseja «criar um Observatório que permita conhecer mais de perto» a questão do tráfico de pessoas em Portugal.

