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«O universo jornalístico gira em torno do masculino»

Hélder Beja

@Helder Miranda

A directora do jornal “O Primeiro de Janeiro�, Nassalete Miranda – «única» mulher líder de um projecto editorial em Portugal – considera que «o género [feminino] está representado no jornalismo, mas sem expressão. Porque os homens continuam a deter o maior número de lugares directivos». «O universo jornalístico gira em torno do masculino, mas eu não sou feminista. Uma escrita somente dirigida a um dos géneros não me diz absolutamente nada», acrescenta.

Oradora do congresso “Comunicação Social e os Portugueses no Mundo�, organizado pela associação Rosa Azul, a responsável por aquele jornal da região norte teceu ainda comentários em relação ao tratamento dado à emigração na comunicação social. Nassalete alertou para «a falta de conhecimento sobre o que os emigrantes fazem», o que leva a que «a velha história do coitadinho seja a que infelizmente continua a vender».

A jornalista lamenta que o público dê preferência ao «lado negro da vida»: «Os portugueses no mundo não costumam ser alvo de notícia, a não ser por algum assunto que tenha contornos trágicos».

A chefe de redacção do “Correio da Venezuela�, Delia Menezes, contou que, na comunidade portuguesa radicada naquele país, as mulheres não podiam até há dois anos presidir aos Centros Sociais que esta mantém. Isto por causa dos estatutos. Com uma redacção composta por 80% de mulheres, a jornalista afirmou que na Venezuela as mulheres quem, nas associações ou no jornal, “dinamizam» a comunidade emigrante.

No painel de esta manhã, 18 de Novembro, marcou ainda presença o director da revista Vida Lusa (França).  António Cardoso falou sobre a revista na qual apenas escrevem mulheres e que tem 80 por cento de assinantes mulheres. E subscreveu a necessidade de «valorizar o papel do sexo feminino» nas sociedades.

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