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Arquivo de November, 2006

Friday, 17 November de 2006

Internet é o meio mais económico de chegar às comunidades

A jornalista da revista Visão Cesaltina Pinto vincou, no Congresso Comunicação Social e os Portugueses no Mundo, as dificuldades da imprensa nacional chegar à diáspora.

Por Alexandre Carvalho

@Helder Miranda

P. Este afastamento de que tanto se fala entre os emigrantes e os meios de comunicação social portugueses é culpa de quem?

R. Penso que a culpa é recíproca, pois penso que os meios de comunicação se encontram afastados dos emigrantes, mas os emigrantes também se encontram absorvidos pelas comunidades que os recebem. Existem as limitações financeiras e o facto de a distância física ser bastante, o que torna muitas vezes as intervenções informativas muito difíceis. Por outro lado, também há uma grande dificuldade em encontrar matéria, que abranja uma grande fracção da comunidade emigrante.

P. A Visão trata de assuntos diversificados, muitos deles espalhados por todo o mundo. Não seria uma aposta viável accionar alguns meios para abranger mais comunidades portuguesas?

R. Foi precisamente a pensar nos muitos portugueses espalhados pelo mundo que lançamos agora a assinatura digital, que permitira aos leitores em qualquer parte do mundo ter acesso à Visão, tal e qual como é em papel. Isto abre os horizontes no que toca a divulgação da revista e da própria intervenção entre os meios de comunicação e os emigrantes

P. A Internet é agora o maior motor de aproximação entre as comunidades emigrantes e os meios de comunicação social portugueses?

R. Claro, mas aqui não é só a Internet no ponto de vista da chegada da informação, mas sim da circulação de uma marca. A distribuição electrónica é vista como um meio mais económico e tremendamente mais abrangente no que às comunidades portuguesas diz respeito.

Friday, 17 November de 2006

“Uma cota específica de espaço editorial para as comunidades não faz sentido�

O Director Adjunto do Público, Manuel Carvalho, esteve presente no Congresso Comunicação Social e os Portugueses no Mundo, na Universidade do Minho em Braga.

Por Alexandre Carvalho

@Helder Miranda

Apelando à Lei da Proximidade entre as comunidades portuguesas e os meios de comunicação nacionais, devia haver maior interesse da imprensa nacional pelos emigrantes?

Manuel Carvalho – Tenho muita dificuldade em falar genericamente sobre os órgãos de comunicação social portugueses, preferindo falar com mais propriedade e mais conhecimento sobre a realidade do Público. Muito sinceramente, aquilo que acontece no Público é uma cobertura proporcional ao interesse e aos acontecimentos que se tornam noticia nas nossas comunidades.
Eu insisti neste congresso que não faz sentido os jornais terem uma cota específica de espaço editorial para as comunidades. Quando há acontecimentos, sejam eles negativos ou positivos, nós temos o dever de os tratar convenientemente, e eu acho que o Público tem mostrado que está a par daquilo que se passa, e que temos tratado com nobreza esses mesmos assuntos.

Referiu o sentido de conceito depreciativo sobre os emigrantes que algumas gerações passadas tinham. O que pode ser feito para combater esta impressão negativa que algumas pessoas ainda possam ter sobre os emigrantes?

MC – Nos anos 60 e 70 havia, de facto, uma série de preconceitos dos portugueses que vivem cá relativamente aos portugueses que tinham emigrado e era um código de preconceitos que era recíproco. Os emigrantes portugueses ostentavam, e faziam gosto em ostentar, uma certa superioridade em comparação com as pessoas que cá ficaram.
Quer o crescimento económico e cultural dos portugueses de cá, quer uma maior qualificação dos portugueses que emigram, modificou o contexto social em que estes preconceitos se enraizavam. Houve um equilíbrio entre as duas partes. Somos todos portugueses e a única coisa que nos diferencia é que uns vivem cá e os outros vivem no estrangeiro. É uma fronteira muito, muito ténue.

Friday, 17 November de 2006

Levar o JN às comunidades “seria incomportável financeiramente�

O Director Adjunto do Jornal De Notícias, David Pontes, esteve no Congresso Comunicação Social e os Portugueses no Mundo, em Braga.

Por Alexandre Carvalho

@Helder Miranda

P. Qual é a real importância de um congresso desta natureza?

R – É sempre bom ser-nos dada a oportunidade de encontrar um espaço de debate e de nos cruzarmos com pessoas que de outra forma dificilmente encontraríamos. O debate sobre os portugueses no mundo é poucas vezes feito se compararmos com outros países e com outras comunidades emigrantes.

P. Falou na falta de compradores de informação no seio das comunidades portuguesas no mundo. Acha que isso é causado pela falta de interesse dos emigrantes?

R – Não. Acho que eles têm muito interesse. Os canais e a indústria para colocarmos o Jornal de Notícias no estrangeiro é que seria incomportável financeiramente, os compradores não estariam dispostos a pagar uma operação dessas. As comunidades emigrantes têm jornais próprios e considero que a solução passaria pela descoberta de outro tipo de canais de distribuição da informação, permitindo assim, o intercâmbio de informação.

P. Será apenas o plano financeiro aquele que mais limita a comunicação entre os jornais nacionais e os emigrantes?

R. – Não é só o plano financeiro. Talvez seja o que pesa mais, pois se fosse um bom negócio todos o procuravam. Acho que há razões históricas e culturais que delimitam essas tendências. Acho que este ponto tem vindo a ser invertido nos últimos dez anos, com uma imagem das comunidades muito mais activas e empenhadas civicamente, o que faz de alguma forma com que os próprios emigrantes tenham mais interesse em ler noticias sobre Portugal e nós de lermos as coisas deles cá.

Friday, 17 November de 2006

Imprensa portuguesa desconhece realidade das comunidades emigrantes

As publicações portuguesas não estão familiarizadas com a realidade das comunidades emigrantes. Foi esta a ideia que ficou da primeira manhã do congresso “Comunicação Social e os Portugueses no Mundo�, a decorrer no campus de Gualtar da Universidade do Minho (Braga).

Hélder Beja

©Ricardo Lamego
Sessão de abertura

Perante um auditório lotado, o painel – composto pelos directores-adjuntos do Jornal de Notícias (JN) e Público, David Pontes e Manuel Carvalho; pelo director do 24 Horas, Pedro Tadeu; e pela jornalista da Visão Cesaltina Pinto – foi convidado a expressar-se sobre o tema “Imprensa publicada em Portugal. Quais as relações com as comunidades portuguesas?�.

David Pontes aponta a falta de cobertura jornalística das comunidades emigrantes como um resultado da «inexistência de um perfil dos leitores portugueses que estão lá fora». O director-adjunto do JN frisa ainda o «desconhecimento generalizado» que existe em relação às comunidades portuguesas no estrangeiro.

Para o jornalista, os mais de 5,1 milhões de emigrantes são um mercado a explorar pela comunicação social, porque «toda a gente quer ler as notícias da sua comunidade, nem que seja da comunidade que há uns anos deixou para trás». No entanto, acha que um avanço da imprensa nacional para os países de acolhimento implicaria grandes custos. Na sua opinião, os emigrantes não estariam dispostos a suportar.

©Ricardo Lamego

O director-adjunto do Público, Manuel Carvalho, considera que «nenhum jornal português pensa nos leitores emigrantes» quando planeia as suas edições. Na opinião de Manuel Carvalho, «os jornais nacionais não têm nada para oferecer às pessoas que estão lá fora». Para o jornalista, a questão do agendamento noticioso é clara: «Nós não falamos de alguém só por ser português. Falamos daqueles que são de facto bons, que são os melhores».

O responsável pelo jornal 24 Horas elege as comunidades portuguesas nos Estados Unidos da América (EUA) como um «bom mercado para investir» ao nível da comunicação social. Para Pedro Tadeu, «a fracções de emigrantes na Europa estão muito atomizados», facto que levanta problemas na hora da distribuição das publicações.

Cesaltina Pinto confessa ter «mais dúvidas que certezas» em relação ao tratamento dos emigrantes na imprensa nacional. «Tal como é difícil ir ao encontro do leitor cá, é muito mais difícil compreender o leitor lá de fora», constata a jornalista da Visão. A Internet – e em particular o serviço de assinatura digital das diferentes publicações portuguesas – é para Cesaltina Pinto a grande montra de Portugal junto das comunidades da diáspora.

No primeiro dia do congresso organizado pela Associação Rosa Azul, em parceria com o Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho e a Câmara Municipal de Baião, o elevado preço das publicações portugueses no estrangeiro foi apontado como um dos motivos que veda o acesso dos emigrantes à imprensa nacional. O desinvestimento do Governo português na educação dessas comunidades, bem como “abandono� a que está a ser votada a língua portuguesa, foram outros dos temas abordados.

Friday, 17 November de 2006

Ser cosmopolita não é “falar e pensar em inglês�

Moisés Martins, presidente do Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho, considera que o Estado tem de desempenhar um papel mais activo na defesa da língua

Por Mariana Pinheiro

@Helder Miranda

P. Disse, na abertura do Congresso A Comunicação Social e os Portugueses no Mundo, que “temos de muscular a nossa língua�. Como?

R. A língua não é encarada como uma questão política, apesar de ser muito importante. O Estado demitiu-se da sua função constitucional de a desenvolver. Quando o Estado pensa que “seremos cosmopolitas� é falar e pensar na língua inglesa, está a matar a pátria. O Estado tem obrigações para com as comunidades lá fora e têm desinvestido, progressivamente, na promoção da língua. As universidades brasileiras têm feito mais pela língua portuguesa do que o Estado Português.
A comunicação social sempre foi a expressão da sociedade civil. O Estado deve criar condições para o exercicío da cidadania. No entanto, não vê a língua como uma questão urgente, o que leva a que a comunicação social desconheça as comunidades.

P. A língua portuguesa é, enquanto língua materna, a sexta mais falada do mundo. Quais são as anteriores?

R. O chinês é a língua mais falada do mundo [850 milhões], enquanto língua materna. Em segundo lugar está o hindi [400 milhões], em terceiro o espanhol [390 milhões] e só em quarto lugar é que aparece a língua inglesa [354 milhões]. Em quinto lugar está o árabe [272 milhões] e em sexto a língua portuguesa [210 milhões]. O inglês é a língua mais falada, mas como segunda língua e não como língua materna.

A crescente globalização e a entrada de estrangeirismos na língua portuguesa é uma ameaça?

Os estrangeirismos são uma ameaça. Ao submetermo-nos aos estrangeirismos que são, praticamente, todos ingleses, existe uma “colonização das línguas�. Não veria este assunto como um problema caso houvesse um intercâmbio, o que não acontece. Desde modo, ao cedermos aos estrangeirismos estamos a proceder a uma submissão voluntária, a uma escravidão.

Friday, 17 November de 2006

“Se quisermos preservar a nossa língua temos de saber musculá-la�

Defesa da língua portuguesa dominou abertura do congresso A Comunicação Social e os Portugueses no Mundo

Por Mariana Pinheiro

©Ricardo Lamego

“Se quisermos preservar a nossa língua temos de saber musculá-la�, defendeu o presidente do Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho (ICS da UM), Moisés Martins, hoje, em Braga, durante a sessão de abertura do congresso“Comunicação social e os portugueses no mundo�, organizado pela associação Rosa Azul, em parceria com o ICS e com a Câmara Municipal de Baião.
O Português ocupa o sexto lugar na tabela de línguas mais faladas no mundo: 210 milhões. Mas a sua expressão na Internet, onde se joga o futuro, é ainda residual. Apenas 34 milhões de falantes de Português usam a net. “É mais fácil encontrar comentários relativos a autores portugueses em inglês do que em português�, diz o docente.
“Se quisermos preservar a nossa língua temos de saber musculá-la�, sustentou. No entender do professor, “a língua tem que funcionar com um ponto de vista fundamental, como um instrumento social e comercial�. E “a comunicação social detém uma grande importância neste combate�.
O presidente da câmara de Baião, José Luís Carneiro, vincou a importância do congresso, que “procura estabelecer uma articulação entre as diversas estruturas de comunicação social espalhadas pelo mundo – instrumentos essenciais na promoção e defesa da língua portuguesa e na valorização dos interesses sociais, culturais, económicos e políticos do nosso país�.
José Luís Carneiro centrou a sua intervenção na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), revelando desilusão com o seu papel na defesa e promoção da língua, uma vez que “passados dez anos [desde a sua criação] muito pouco foi feito. “Estou convencido de que uma das razões tem a ver com a falta de mobilização pública�, referiu, acrescentando que eventos como este congresso podem “despertar consciências para aquilo que somos no mundo�.
Encarando a Rosa Azul como um exemplo positivo, o vice-reitor da UM, Luís Filipe Lobo Fernandes, sublinhou a importância das associações civis como “pulmões contra a alienção�.“São sectores com grande importância na mobilização democrática da cidadania. Os tempos em que vivemos são pautados por movimentos sociais. Esta transição é mais marcada pelo crescimento de organizações não governamentais e não tanto pelo Estado�, diz José Luís Carneiro.
A associação Rosa Azul é uma Organização Não Governamental criada no Porto, em 2004. Trabalha, essencialmente, a questão das migrações numa perspectiva de igualdade de oportunidades. Quis, com este congresso, gerar reflexão sobre os portugueses à escala global, explicou António Rocha.

Friday, 17 November de 2006

CLP TV “vai trazer uma identidade� às comunidades lusófonas

A CLP TV, canal de Língua Portuguesa que emitirá a partir de França, foi apresentada na conferência “Comunicação Social e os Portugueses no Mundo�, que decorreu em Braga. O canal, novo projecto de António Cardoso, será centrado nas comunidades lusófonas.

Por Hugo Torres

O que é a CLP TV?

É um ‘canal de língua portuguesa’ (CLP), que se dirige às comunidades lusófonas na Europa, numa primeira fase, e em �frica a partir de Fevereiro. Vamos também emitir em Portugal, e para isso temos um acordo de princípio com a TVTEL, por exemplo, e estamos neste momento a discutir com a TVCabo, Cabovisão, Bragatel…

Qual será o conteúdo informativo do canal?

Vamos ter nesta fase dois blocos informativos de meia hora, de informação global – alguma parte internacional, outra que diz respeito às comunidades lusófonas e outra ainda que respeita aos países da lusofonia.

O que vai trazer de novo?

Vai trazer uma identidade que não existe através dos canais actuais. Globo, TV Record, SIC Internacional e RTP Internacional são canais que, na nossa perspectiva, emitem para o exterior, enquanto nós vamos ter correspondentes em todas as capitais onde há uma presença forte da emigração portuguesa, como é o caso de Londres, Luxemburgo, Bona… Em Portugal, vamos ter em Lisboa e no Porto.

Quais são os objectivos deste projecto para o longo prazo?

Difundir este canal para o mundo inteiro, com uma programação para a Europa, outra para �frica e ainda outra para o continente americano. Isto é um canal internacional, não é um canal português – é um canal internacional em português.

Pensa que vai ter audiência em Portugal?

Não é a nossa prioridade. Não fixámos essa prioridade. Mas, de facto, nós temos duas pessoas em Portugal, que são os nossos representantes, que foram constatando que há muita gente interessada neste canal. Qualquer família em Portugal tem um emigrante em qualquer lado, não é? E fomo-nos apercebendo que, se calhar, podemos ter uma audiência em Portugal. Agora, isso coloca-nos outros problemas – e que não são pequenos –, como é o caso dos direitos televisivos.

Friday, 17 November de 2006

CLPTV arranca a 25 de Novembro

RTPI repensou a grelha e passou a transmitir noticiários em directo de acordo com diferentes fusos horários


Hugo Torres

@Helder Miranda


Os portugueses que vivem no estrangeiros terão, já a partir do próximo dia 25 de Novembro, um novo canal de televisão em língua portuguesa: o CLPTV, que emitirá a partir de França para toda a Europa. É a primeira iniciativa deste género dentro das comunidades portuguesa espaladas pelo velho continente.


O projecto foi hoje, dia 17 de Novembro, apresentado por António Cardoso, da direcção do canal, em Braga, no Congresso a Comunicação Social e os Portugueses no Mundo, organizado pela Associação Rosa Azul, em parceria com o Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho (UM) e com a Câmara de Baião.


@Helder Miranda


O canal, financiado por cerca de duas dezenas de empresários portugueses, pretende ser diferente dos canais portugueses que emitem a partir de Portugal para o estrangeiro. A CPLTV ambiciona ser um complemento a canais como a RTPI e a SICI, que, no entender de António Cardoso, oferecem uma visão de Portugal para o mundo. A ideia central é «manter a ligação [das comunidades portuguesa] com a cultura [portuguesa]», dando a perspectiva de quem vive fora, explicou.


Projecto para a lusofonia, o canal chega primeiro à Europa este mês Novembro e deverá estende-se em Fevereiro para �frica. António Cardoso, que também dirige a revista Vida Lusa, fez questão de demonstrar a importância da UM para o projecto, já que grande parte das candidaturas apresentadas para os quadros chegaram deste estabelecimento de ensino.


A Comunicação Social portuguesa tem ainda margem de progressão para fortalecer as pontes entre Portugal e as comunidades lusófonas no estrangeiro. Esta foi a ideia lançada pelo jornalista Pedro Cruz (SIC), no painel “Impactos Imediatos: Televisão, Rádio e Agências Noticiosas�.


@Helder Miranda


Lembrando que «há uma distância entre fazer e fazer bem», Pedro Cruz satirizou o tratamento da informação feito pelas televisões generalistas: «Nós tratamos mal as comunidades, como tratamos mal tudo o resto». Afirmou ainda que «as comunidades são muito importantes», mas «é preciso achar o equilíbrio, o que interessa a mais gente». Ressalvou, no entanto, as potencialidades comerciais que as comunidades representam.


O responsável pelos destinos da RTP Internacional, Lopes Araújo, que em dois anos conseguiu fazer chegar o canal público a todo o mundo em sinal aberto, explicou a evolução do canal estatal. E salientou que a opção de emitir a nível global não pretende demonstrar riqueza ou megalomania, mas aconteceu porque «os portugueses estão em todo o mundo».


@Helder Miranda


O canal repensou há pouco tempo a sua programação e diferenciou os seus conteúdos de acordo com os diversos fusos horários. Os noticiários são aproveitados da RTP1 e da RTPN e transmitidos em directo. Conteúdos produzidos nas localidades onde as comunidades portuguesas habitam são considerados essenciais, já que «a RTPI só tem sentido se for um factor de representação», sublinhou o dirigente.


Em jeito de conclusão, Lopes Araújo adiantou ainda que em Dezembro a RTPI terá na sua grelha um curso de língua portuguesa, com os jovens por público-alvo. Esta iniciativa, com modelo importado da BBC, é «muito importante para a preservação da língua».


@Helder Miranda


Por sua vez, Pedro Sousa Pereira, da Agência Lusa, lembrou que «as comunidades portuguesas ajudam a ler o mundo». «É necessário ver os acontecimentos através dos olhos dos portugueses». A Lusa funciona como fonte de informação sobre Portugal para os órgãos de comunicação social das comunidades e como fonte de informação das comunidades para os órgãos de comunicação social de Portugal. O jornalista lamentou que só acidentes de graves dimensões ou grandes eventos consigam entrar no alinhamento dos media portugueses.

Monday, 13 November de 2006

Uma semana para o congresso

Já começou a contagem decrescente para o Congresso Internacional Rosa Azul

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